Número geral
(+351) 214 329 410

Localização
Morada e direções

Unidade de Psiquiatria

A unidade de internamento de curta duração destina-se a doentes psiquiátricos agudos, para tratamento de depressões, perturbações bipolares, de ansiedade, de pânico, de Pós-Stress Traumático e obsessivo-compulsivas, esquizofrenia e psicoses, anorexias e bulimias nervosas, perturbação de hiperatividade/défice de atenção, comportamentos aditivos (álcool, drogas).


Enquadramento de algumas das doenças com maior prevalência na saúde mental:

Depressão

É difícil imaginar uma patologia tão devastadora como a depressão. Uma doença que é precisamente definida pela incapacidade de sentir prazer. Outros sintomas incluem perturbações no sono, apetite, vida sexual, ritmos biológicos e capacidade concentração. Tudo se torna ainda mais dramático quando consideramos que é altamente prevalente, cerca de 1 em cada 5 pessoas vão sofrer de um episódio depressivo ao longo da vida, existe uma forte associação ao suicídio e menos de metade das depressões recebem tratamento adequado.​

Perturbação Bipolar

Anteriormente conhecida como psicose maníaco-depressiva, trata-se de uma patologia crónica da regulação do estado de humor e dos níveis de energia que cursa com episódios recorrentes de euforia, depressão ou mistos. É frequente a sua ocorrência em outros membros da família, sugerindo o peso da genética na sua origem. Habitualmente surge na adolescência, sendo o seu reconhecimento precoce essencial para a instituição de um tratamento correto e melhoria do prognóstico.​

Perturbação de Ansiedade

Toda a gente já alguma vez experimentou uma difusa sensação desagradável, acompanhada de um sentimento de apreensão e muitas vezes sintomas físicos como palpitações, transpiração, aperto no peito, dor de cabeça ou incapacidade de ficar parado no mesmo sítio.
Quando a ansiedade se prolonga no tempo ou surge em reação a estímulos desadequados pode configurar uma perturbação. As perturbações de ansiedade são as mais frequentes em Psiquiatria, incluem as fobias e o pânico, por exemplo, e existem vários tratamentos eficazes disponíveis.​

Perturbação de Pânico

Os episódios de pânico são uma descarga de ansiedade extrema de cerca de 15 a 30 minutos de duração com vários sintomas físicos que incluem palpitações, suores, tremor, tonturas, dormências, falta de ar e sensação iminente de morte ou de loucura. Numa tentativa de evitar a recorrência destes ataques, podem surgir comportamentos de evitamento ou de isolamento que podem acabam por desestruturar completamente a vida de um indivíduo com perturbação de pânico.

Perturbação Pós-Stress Traumático

Tipicamente associada aos soldados em cenário de guerra, a perturbação Pós-Stress traumático é infelizmente também frequente com outros tipos de trauma nas sociedades urbanas. Após viver ou testemunhar uma situação de perigo de morte, violência ou violação, pode surgir um quadro de memórias recorrentes e incontroláveis com o trauma (flashbacks), pesadelos, alterações no estado emocional com hipervigilância e hiper-reactividade e evitamento de locais ou de outros estímulos associados ao trauma.

Perturbações Obsessivo-Compulsivas

As obsessões, o sintoma cardinal desta perturbação, caracterizam-se por ser ideias que, de modo involuntário, repetidamente invadem a consciência. Estas ideias são sentidas como intrusivas e estranhas, podendo inclusivamente assumir temáticas religiosas e sexuais que vão contra os valores do indivíduo, tentando este resistir-lhes. Para aliviar essa tensão podem ocorrer comportamentos compulsivos, frequentemente de limpeza ou de confirmação de dúvidas, por exemplo verificar que uma porta está trancada várias vezes.

Esquizofernia e Psicoses

Geralmente são os exuberantes delírios, muitas vezes verdadeiramente bizarros e incompreensíveis, e alucinações que nos alertam para o reconhecimento de uma psicose. Mas são os problemas na capacidade de iniciativa, motivação, afeto e mesmo capacidades intelectuais como a atenção, a memória de trabalho e as competências sociais os mais debilitantes da Esquizofrenia. O tratamento deve ser estruturado a longo prazo, estabelecendo um plano de reabilitação e de prevenção de recaídas.

Anorexia Nervosa

A Anorexia Nervosa caracteriza-se por um medo mórbido de aumentar de peso que resulta numa procura obsessiva de perda de peso, seja tipicamente por restrição alimentar extrema, seja pelo abuso de drogas ou provocando o vómito após as refeições. Tipicamente começa em idades muito jovens (entre os 10 e os 30 anos) e afeta na sua esmagadora maioria mulheres, embora alguns casos de homens também já estejam descritos. O emagrecimento extremo eventualmente tem consequências físicas importantes, pelo que a mortalidade por Anorexia Nervosa não é desprezível.

Bulimia Nervosa

A Bulimia identifica-se por episódios descontrolados de voracidade alimentar que são seguidos por sentimentos de culpa, nojo e tristeza. Assim surgem frequentemente mecanismos compensatórios como a provocação do vómito, dieta, exercício físico exagerado ou abuso de substâncias. Ao contrário das pacientes com Anorexia, o peso mantém-se nos limites normais.

Perturbação de Hiperactividade/Défice de Atenção

A Perturbação de Hiperatividade / Défice de Atenção caracteriza-se por um padrão de inatenção e impulsividade e atinge não só crianças, mas também adolescentes e adultos prejudicando o seu sucesso académico, profissional e social. Alguns sintomas típicos de inatenção incluem o perder frequente de objetos, ser facilmente distraído, ter dificuldade em tarefas de duração mais prolongada, pouca atenção aos detalhes. Entre os sintomas de hiperatividade e impulsividade encontram-se a dificuldade em esperar pela sua vez em filas ou em diálogo, dificuldade em permanecer sentado batendo os dedos ou o pé.

Comportamentos Aditivos (álcool e drogas)

Os comportamentos aditivos entendem-se como a interação entre um organismo e uma droga, resultante em respostas que incluem a compulsão em consumir essa substância de forma continuada para experimentar os seus efeitos psíquicos ou para evitar as sensações desagradáveis que a sua falta provoca; mesmo quando esse consumo continuado causa consequências físicas e sociais nefastas. O estigma social a que estão associados os comportamentos aditivos muitas vezes afasta ou adia o início de um tratamento eficaz.​